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Milagre. É assim que a advogada Leila Barreto Ornelas, 47, define a vida de sua filha, Valentina, 2. Isso porque desde que se casou, em 2008, Leila e o marido, Maurício Albernaz Golebiowski, 42, eles tentam ter filhos. “Me casei com 36 anos e antes de casar não pensava em ter filhos. Meu relógio tocou o alarme aos 38 anos, quando dei por mim já estava tarde demais. Tentei engravidar e não conseguia. Não tive diagnóstico médico do porquê eu não conseguia, os médicos só diziam que era Deus! Que haviam situações que somente Deus pra explicar!”, conta ela.

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Tentativas frustradas

Diante da impossibilidade de gerar um filho naturalmente, o casal resolveu investir em fertilizações in vitro. Fizeram duas, mas, além de desembolsarem cerca de R$ 50 mil, viram suas esperanças irem embora juntamente com o procedimento que não deu certo. “Meus embriões não nidaram na parede do meu útero. E, então, ciente de que jamais gestaria um filho, em 2013 entrei para a fila de adoção pela Vara da Infância do Distrito Federal. Até hoje nunca me chamaram”, afirma. O sonho de ser mãe, no entanto, era maior que a dor de não conseguir engravidar. E Leila tentou novamente fazer uma FIV pelo SUS, mas acabou desistindo do procedimento. “Eu sonhava com a maternidade, mas achava que era um sonho cada dia mais distante!”

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O milagre da vida

Leila estava tão crente que jamais engravidaria, que quando descobriu a gestação já estava no quarto mês! E ainda tinha acabado de fazer uma cirurgia para retirar a vesícula! “Operei com a Valentina dentro de mim. Tomei anestesia geral e tudo, com ela lá dentro. E isso bem no comecinho da gestação, que é a fase de risco para qualquer pessoa. E para mim ainda mais!”, conta, quase sem acreditar. Leila diz que passou pelos exames pré operatórios, mas nem os médicos viram que ela estava grávida. “Talvez porque sabia o quanto uma gestação era improvável pra mim.”

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Gravidez super saudável

Leila conta que não passou por nenhum sintoma típico da gravidez, como náusea ou vômitos. “Só vomitei uma única vez, no dia que  descobri a gestação. Acho que foi de nervoso! Depois minha gravidez foi muito tranquila. Não tive absolutamente nenhuma intercorrência. Trabalhei normalmente todos os dias até o parto. Dirigi e fiz atividade física normalmente todos os dias. A única coisa que aconteceu comigo foi o inchaço natural dos pés e o desconforto para dormir no final da gravidez”, diz. Sobre o fato de estar com 45 anos, Leila diz que a médica até a elogiou: “Ela dizia que eu estava melhor que muita paciente dela com 20 anos.”

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O lado bom da maturidade

Leila acredita que ser mãe após os 40 anos tem como bônus, justamente, a maturidade para encarar os desafios diários. “O lado ruim é que já não temos mais tanta disposição física para algumas atividades, e o cansaço realmente pesa bastante. Mas o lado bom é muito mais forte e compensa tudo que é ruim. No final das contas, não posso reclamar: optei por cuidar da Valentina, juntamente com meu marido. Sem babá ou ajudante do lar.” Ao olhar para trás, Leila pensa: “Só Deus para realizar o meu sonho, pois nenhum médico com toda tecnologia, me proporcionou tamanha felicidade! Sou muito grata à Deus! Valentina deu sentido para a minha vida!”

Depoimento de Leila Barreto Ornelas,  47 anos, advogada, de Brasília (DF). Para acompanhar a história de Leila, siga-a no Instagram.

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