Acne na gravidez: o que fazer?

acne na gravidez

Durante a gravidez boa parte das mulheres sentem o reflexo do aumento nos níveis de estrógeno e progesterona, que melhoram a textura, maciez e hidratação da pele. Mas nem tudo são flores e as manchas também podem ser resultado das transformações. E há ainda as que sofrem com espinhas, problema que acontece devido à alta atividade das glândulas sebáceas. Sem falar na sensibilidade, que pode estar à flor da pele em algumas gestantes. Assim, o que antes não faziam mal, agora pode fazer e provocar a acne. Então, fique atenta às dicas da farmacêutica Christine Chaves, mãe da pequena Erica, e especialista em cosmetologia, da Farmatec (RS):

De olho nos que vai à mesa

Recentemente, inúmeros estudos científicos têm mostrado a associação da acne com o consumo de alguns alimentos. Na lista de promotores da oleosidade estão: pão branco, batata, biscoitos, mel, uva, manga, bolos, cereal matinal e farinhas de milho e mandioca.

Cuidados redobrados

A exposição solar também deve ser evitada, pois o calor e a umidade podem agravar o quadro, além de favorecer o surgimento de manchas sobre as lesões da acne. Além disso, há um mar de dúvidas sobre quais produtos estão liberados e proibidos nessa fase. Mas é possível, sim, cuidar da pele sem risco para o bebê.

Riscos dos produtos: leia a descrição do rótulo ou a bula!

No processo de desenvolvimento de um novo produto, os testes normalmente não incluem grávidas. Como consequência, a segurança do uso da maioria dos ativos não foi aprovada. No Brasil eles são classificados conforme os riscos que apresentam durante a gravidez. Essa informação deve vir na bula, mas no caso dos cosméticos, pode estar no rótulo. Se não tiver nada sobre isso na embalagem, prefira levar para o seu médico avaliar. Regra geral, existem as classificações:

– Medicamentos com Risco X, no caso a isotretinoína oral (o famoso Roacutan), são definitivamente proibidos durante a gravidez, pois os estudos revelaram anormalidades no feto (os riscos durante a gravidez suplantam os potenciais benefícios).

– Já os com Risco D somente serão considerados em condições excepcionais e com todas as explicações e cuidados, pois tem evidências de risco no desenvolvimento do feto.

–  Os com Risco C, que são a maioria dos produtos de uso sobre a pele não têm estudos em gestantes e seu uso não é indicado.

– Somente os medicamentos classificados como Risco A ou B podem ser usados na gestação. No tratamento da acne, algumas das substâncias contraindicadas são: isotretinoína e retinóides em geral, cânfora, hidroquinona, ácido salicílico, minoxidil e os antibióticos da classe das tetraciclinas.

Vale reforçar que a prescrição pelo dematologista é sempre o melhor caminho, já que muitas fórmulas disponíveis costumam conter algumas substâncias proibidas na gravidez, ok? Mês que vem estou de volta! Envie suas dúvidas para nós aqui nos comentários. Será um prazer responder.

 

 

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