Guia do protetor solar: o que você precisa saber para se proteger nesse verão

protetor solar
Não é à toa que os dermatologistas dizem que o melhor anti-idade que existe é o protetor solar: ele bloqueia a penetração dos raios ultravioleta na pele, impedindo o envelhecimento precoce. Mas, os benefícios vão muito além da beleza, já que se proteger do sol também previne o câncer de pele, tipo de câncer mais frequente no Brasil e que corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país, sendo o mais frequente entre todos os tipos de câncer. E quem são as pessoas mais atingidas? As que têm mais de 40 anos, pele clara ou sensível à ação dos raios solares. Para você ter ideia, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que só este ano teremos 175.760 novos casos, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres. Para entender a gravidade do problema, na prática, é mais ou menos como se uma pessoa morresse a cada 3 horas! Assustador, não é mesmo? Mas, apesar disso, se o câncer de pele for detectado ainda no início as chances de cura são grandes.

E também é preciso deixar claro que nem todas as pessoas diagnosticadas com problema estão sujeitas à morte, afinal, existem dois tipos mais comuns de câncer de pele: o melanoma, que é mais agressivo e letal, responsável por apenas 5% dos casos, porém que leva a 46% das mortes; e o não melanoma, que raramente provocam mortes, mas são capazes de destruir o local afetado. Nesse caso, as pessoas que morrem por conta dele são aquelas que têm uma lesão há mais de 20 anos e nunca a trataram. Agora que você já sabe um pouco mais sobre os perigos da exposição ao sol em excesso ou sem proteção, vale redobrar os cuidados com a saúde da pele, que nada mais é do que o maior órgão do nosso corpo! Por isso, separei abaixo algumas informações do Consenso Brasileiro de Fotoproteção, lançado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), e também conversei com a farmacêutica da Natura, Joana Miranda.

Protetor solar todo dia em qualquer hora ou lugar Parece exagero, mas não é. Isso porque tanto no inverno, quanto nos dias nublados ou até mesmo dentro de casa, sob a luz das lâmpadas e do computador, há emissão de radiação ultravioleta, visível ou infravermelha. A diferença é que enquanto a radiação solar mancha a pele, causa rugas e leva ao câncer de pele, as dos aparelhos eletrônicos e lâmpadas apenas não causam o câncer, mas são igualmente perigosas.
FPS acima de 30, sempre! A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aconselha o uso de protetores solares com FPS de, no mínimo, 30. Esse padrão é considerado eficaz porque atende a necessidade de boa parte da população. Além disso, estudos científicos mostraram que ao usar menos protetor do que deveria (veja a quantidade certa abaixo), a eficácia do protetor pode cair pela metade. Ou seja, o FPS 30 pode agir como um de 15. E, sejamos sinceros, ninguém usa a quantidade certa de protetor. Se fosse assim você jamais voltaria com um tubinho para a casa depois das férias na praia.
Proteção contra os raios UVA A recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é que a proteção UVA seja se, no mínimo, 30% da proteção UVB. Procure por essa informação no rótulo do produto. Fazendo uma continha básica, se o FPS é 30 a proteção UVA deve ser de, pelo menos, 10. Claro que esse fator de proteção pode aumentar de acordo com o fototipo da pele. Enquanto as pessoas bem branquinhas (fototipos I e II), que só ficam vermelhas e não se bronzeiam devem procurar fatores mais altos; as morenas (fototipos III e IV) estão seguras com o FPS 30. Já as negras (fototipos V e VI) não têm risco de queimadura, então podem lançar mão de um FPS menor. No entanto, mais uma vez vale lembrar que nunca aplicamos a quantidade certa de produto, logo, o mais seguro é optar pelo FPS 30 também. Ah, e não é porque as negras não se queimam com o sol que estão livres do câncer de pele.
Protetor solar físico ou químico Você já deve ter ouvido falar sobre esses dois tipos de protetores. Enquanto o químico é feito de substâncias químicas que vão absorver a radiação e evitar que ela danifique a pele, o físico tem ativos que formam um escudo na pele, barrando a penetração da radiação. Aplicação correta Essa dúvida é muito comum, por isso, para facilitar a explicação, nada melhor do que essa imagem, que tirei do Consenso Brasileiro de Fotoproteção:

 

quanto passar de proteor solar

A farmacêutica Joana Miranda, da Natura, conta que pessoas de pele mista a oleosa devem optar por produtos com controle de oleosidade (oil free), já as de pele normal a seca precisam de hidratação intensa. Procure por esses benefícios no rótulo do produto.
De olho no relógio Não é segredo que o melhor horário para se expor ao sol, mesmo com proteção, é entre as 11 horas e 15 horas, período em que há maior incidência de radiação UVB. “Além disso, em todo o tempo de exposição direta ao sol, como na praia, é preciso usar um protetor solar com resistência à agua, além da reaplicar o produto a cada duas horas, em média. Vale lembrar que mesmo os resistentes à água têm a sua eficácia reduzida após os mergulhos ou a transpiração, então o ideal é reaplicar após nadar ou suar muito”, ressalta a farmacêutica.

 

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