Planos de saúde: regras mais rígidas a partir de hoje

cesariana

Seja qual for a sua decisão sobre o tipo de parto que deseja ter, o fato é que as cesáreas batem recorde no Brasil, sendo que em boa parte das vezes o parto poderia ter sido normal. Para se ter uma ideia, 84,6% dos partos realizados no Brasil com planos de saúde são cesarianas, sendo que no Sistema Único de Saúde (SUS) ele fica na casa dos 40%. Mas, se formos levar em conta os partos feitos pelo convênio e pelo SUS, a cesárea representa quase 56% dos partos. Sim, os números são muito altos, especialmente quando comparados com o que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda: 15%.

E para incentivar os partos normais e ajudar as mães que optam por ele, mas muitas vezes são negadas de fazê-lo pelo próprio obstetra, novas regras apoiadas pelo Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Saúde Suplementar começam a valer hoje. Anote aí o que vai ser feito e se informe bastante sobre o assunto. Vale, inclusive, imprimir as matérias a respeito e deixar toda a equipe que fará seu parto consciente das suas decisões. Veja só:

– Haverá mais pressão nas operadoras para que fiscalizem médicos e hospitais, visando ter dados da quantidade de partos cesáreos realizados pelos convênios.

– Agora você pode ter melhor noção sobre a conduta do médico e hospital a respeito dos partos realizados, podendo, assim, analisar com calma se continua ou muda de médico e hospital. Solicite informações sobre a quantidade de partos cesáreos que o médico, o hospital e a operadora já fizeram. O prazo para ter a resposta não deve passar de 15 dias, sendo que se as operadoras não passarem as devidas informações já solicitadas terão que pagar uma multa de R$ 25 mil.

– As operadoras devem orientar o médico a usar o partograma, aquele documento com várias informações sobre trabalho de parto e outros dados.

– Se o seu parto foi cesáreo contra a sua vontade e você acredita que sem necessidade também, vale denunciar a equipe. Isso porque são feitas auditorias e se isso for realmente constatado, tanto o médico quanto a equipe podem ficar sem o pagamento do parto.

– Os telefones, site e e-mails da Agência Nacional de Saúde Suplementar devem estar impressos no Cartão da Gestante. A orientação para que o médico use o partograma também deve ficar clara e bem explicada.

Logo após as decisões acima, a ANS fez um outro reajuste. Clique aqui e entenda.

 

Fonte: g1.globo.com/Bem Estar

 

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