Já sabe qual parto escolher?

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Se respondeu não, saiba que você não é a única. Aliás essa é uma das decisões mais importantes e é preciso pensar com cuidado antes de fazer a escolha. Para ajudá-la separamos um espaço especial aqui no blog e toda terça-feira vamos falar sobre parto.  O primeiro da série é o parto normal e quem explica os detalhes é a nossa convidada Erica Mantelli, ginecologista e obstetra, de São Paulo: 

Recomendação É o tipo de parto mais indicado, desde que a gravidez não tenha complicações e que a estrutura óssea da gestante permita a passagem do bebê.

Como funciona Quando a grávida já está com contrações ritmadas e intensas, provocando a dilatação do colo uterino, que pode chegar a dez centímetros, o útero se contrai e empurra o bebê pelo canal vaginal. Após a saída do bebê, o útero continua se contraindo até expulsar a placenta.

Ponto positivo Auxilia a respiração do bebê, já que seu tórax sofre uma compressão ao passar pelo canal vaginal, expelindo o líquido amniótico dos pulmões. Já a mãe tem mais liberdade de movimento e posição durante o trabalho de parto, melhor recuperação, menor perda sanguínea, descida mais rápida do leite e menor risco de infecção hospitalar.

Ponto negativo É comum as grávidas reclamarem das contrações doloridas e ter dor na região do períneo. Muitas chegam à exaustão nas tentativas de fazer força para que o bebê nasça e para facilitar a passagem do bebê o médico pode fazer um pequeno corte no músculo entre a vagina e o ânus.

Riscos Praticamente não tem riscos, mas é contraindicado se o bebê estiver em posição transversal no útero ou tiver mais de quatro quilos; a gestação for de gêmeos, sendo que o primeiro bebê está sentado; houver uma situação de emergência com necessidade de retirar imediatamente o bebê do útero; a mãe tem a bacia estreita para a saída do bebê.

Recuperação É rápida e praticamente sem dor, sendo eu no dia seguinte ao parto a mãe já consegue fazer tomar banho, caminhar, se vestir e cuidar do bebê sozinha. Além disso, os riscos de infecção são baixos, mas por precaução é recomendado um certo repouso nos primeiros dias.

Por: Aline Dini

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