Sem parte do útero, mulher de 41 anos contraria a medicina e dá à luz gêmeos

Rebecca e o marido seguram orgulhosos os filhos que tanto desejaram (Foto: Reprodução Caters News Agency)

O ano de 2017 foi muito difícil para a terapeuta inglesa Rebecca Allen: por conta de um câncer, ela precisou ter o colo do útero retirado. Juntamente com o doloroso diagnóstico, veio uma certeza: se conseguisse engravidar, ela teria altas chances de sofrer aborto espontâneo. Ela, que era viciada em trabalho e estava prestes a completar 40 anos, se viu diante da maior luta de sua vida. Seu maior temor era justamente não poder gerar os filhos. Mas, como a vida é uma caixa de surpresas, dois dias após a retirada de parte do útero, a gerente de RH conheceu Andrew Kirkwood, por quem se apaixonou.

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Rebecca, grávida dos gêmeos (Foto: Reprodução Caters News Agency)

Rebecca e Andrew engatara um relacionamento e, seis meses depois, estavam decididos a tentar um bebê. O casal de Thetford, Norfolk (Inglaterra). Rebecca até chegou a engravidar, porém, como era de se esperar, sofreu um aborto espontâneo. Mas isso não foi suficiente para minar o desejo do casal. E então, em 2018 veio a notícia mais esperada: Rebecca estava grávida novamente. E dessa vez era de gêmeos!

Apesar dos médicos alertarem sobre a probabilidade de 50% de um novo aborto espontâneo, segundo o site britânico Daily Mail, a gestação evoluiu e, aos 41 anos, Rebecca deu à luz aos gêmeos, que nasceram na 34 semana de gestação, numa cesárea emergencial. Ao site, Rebecca comemorou: “As chances de ter um filho estavam todas contra mim.

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Rebecca com os gêmeos nos braços (Foto: Reprodução Caters News Agency)

A “hora certa” para ser mãe

Rebecca também contou que por mais de 10 anos adiou a maternidade: “Durante os meus 20 e 30 anos, eu era viciada em trabalho e estava sempre com o objetivo de alcançar a próxima faixa salarial ou cargo. Eu trabalhava duro durante o dia e aproveitava bem a vida e as festas. Simplesmente não cabia uma criança na minha rotina. Mas, depois do meu diagnóstico, percebi que nada disso era tão importante. Pela primeira vez eu quis ser mãe. Só que isso aconteceu quando eu tinha 30 e poucos anos, estava solteira e tinha câncer. Ou seja: não era exatamente a melhor hora para pensar em filhos. Mas algo me dizia que eu encontraria o homem certo e teria a minha família”. Rebecca contou também que todos que sabem da sua história perguntam se os bebês são frutos da fertilização in vitro, já que naturalmente seria quase impossível de engravidar.

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Os gêmeos do casal (Foto: Reprodução Caters News Agency)

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