Aos 43 anos engravidei no primeiro mês de tentativa! Quase não acreditei!

Foto: Arquivo pessoal
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Venho de uma família italiana grande, barulhenta e cheia de amor. E para completar, casei-me pela segunda vez, agora com meu primo de terceiro grau, o Alex. Vocês podem imaginar a mistura boa que aconteceu! Confesso que no início do casamento eu estava decidida a não ter mais filhos, afinal, já tinha a Bárbara, com 8 anos na época, e o Alex, meu marido, também já tinha 2 filhas lindas do seu primeiro casamento.
Acontece que de repente, de uma hora para outra, vi crescendo em mim com toda a força a vontade de ter outro filho, que viria para ser fruto dessa nova união e, e embora eu achasse praticamente impossível engravidar aos 42 anos (faltando pouco mais de 1 mês para completar 43), resolvi tentar. Para minha surpresa no primeiro mês de tentativa eu já estava grávida.
Fiquei realmente emocionada em ter conseguido em tempo recorde. Já havia lido sobre as dificuldades em ser mãe após os 35 anos e imaginei que iria demorar um tempão, isso se conseguisse… Mas aconteceu justamente o contrário!

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Foto: Arquivo pessoal

As preocupações pela maternidade tardia
E junto a toda a felicidade dessa descoberta vieram também as preocupações por causa da minha idade e do parentesco com meu marido, mas as aflições vieram e foram embora rapidamente, pois a gravidez correu perfeitamente.
Aliás, vale dizer que as únicas coisas que me deixaram preocupadas nessa segunda gestação foram: os riscos do Zika e de outras doenças, como a gripe H1N1, que estavam avançando de forma muito rápida pelo país. Mas sequer senti os enjoos característicos da gravidez, algo que também não aconteceu comigo na primeira gestação.
Também notei que minha barriga despontou muito mais rápido, assim como a fome, que nunca era saciada, rs. Isso foi realmente diferente nesta segunda gravidez porque quando fiquei grávida da minha mais velha eu tinha 34 anos, caminhava diariamente, e minha alimentação era bem regrada. Desta vez não fiz exercícios e não liguei muito para a dieta alimentar. Claro que eu ficava imaginando como seria voltar ao corpo de antes depois de tanta comilança e com o metabolismo de uma quarentona. Mas com 6 meses após o parto tive outra surpresa: emagreci 22 kg. Isso “só” fechando a boca. Sim, realmente considero que meu metabolismo é bom!

Foto: Arquivo pessoal
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Eu estava mais preparada para ser mãe na segunda gravidez
Outra diferença é que no segundo filho senti que eu estava mais preparada para este momento, menos desesperada. Um bom exemplo disso é que quando descobri que minha primeira filha tinha refluxo, quase surtei. Desta vez, quando reparei que a Giovanna golfava mais que o normal, já sabia o que me aguardava, e conduzi o assunto com muita naturalidade. Sem traumas. Sei que uma hora passa.
Fiquei tão mais calma, que minha bebê dorme a noite toda desde os 3 meses, ao passo que minha mais velha somente passou a dormir a noite toda aos 3 anos! No segundo filho tudo fica mais natural, mais suave. Somos nós que estamos diferentes. Ser mãe é ao mesmo tempo um grande desafio e um imenso prazer. É a experiência mais intensa e maravilhosa que uma mulher pode viver. É a concretização da missão que nos foi dada como mulher. Nosso corpo foi feito para isso!

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Foto: Arquivo pessoal

Não estamos sozinhas!

Entre todas as delícias e de tanto amor que há na maternidade, há muitas dificuldades, culpas e até frustrações. E uma coisa muito importante que aprendi na minha experiência como mãe é que não estamos sozinhas! Toda mãe passa por isso e é bom demais dividir essas vivências. A história de uma ajuda a outra.

Nos 6 meses que passei em casa, durante minha licença-maternidade, vivi intensamente a experiência de ter um bebezinho novamente. E entre mamadas, trocas de fraldas e muito amor, nasceu em mim a vontade de compartilhar tudo isso com outras mães e mulheres que desejam ter filhos também. Assim, surgiu o Mami aos 43, espaço para o qual me dedico com todo o carinho, compartilhando dicas úteis e minhas experiências como mãe de 2 meninas, como mãe depois dos 40, como mãe que trabalha fora, como mãe-esposa e como mãe-amiga.

Foto: Arquivo pessoal
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Depoimento de Marcella Bisetto, advogada e mãe orgulhosa de duas meninas lindas: Bárbara, de 9 anos e a caçulinha, Giovanna, com 7 meses. 

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