O que mudou no Calendário de Vacinação 2016

calendário de vacinasO Ministério da Saúde, com apoio da Secretaria de Vigilância em Saúde e do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, anunciou as mudanças no Calendário Nacional de Vacinação para o ano de 2016, válidas para os postos de saúde desde o dia 04 deste mês. E para você não perder nenhum detalhe, listamos aqui as alterações, de acordo com cada tipo de vacina. Vale dizer que o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde é muito reconhecido no mundo todo. Por isso, mesmo quem não recorre à rede privada pode ficar tranquilo em relação à sua efetividade.
BEBÊS
Poliomielite
A sua terceira dose, que é dada aos 6 meses de idade, não será mais em “gotinha”, mas sim injetável, assim como a primeira e a segunda dose. Já aos 15 meses, anualmente nas campanhas para crianças entre 1 e 4 anos e aos 4 anos, a vacina é dada na versão oral (VOP).

Pneumucócica 10 valente
Até então os bebês tomavam 3 doses da vacina contra a pneumonia. No entanto, com as novas normas, o Ministério da Saúde adotou o esquema básico de duas doses, dados aos 2 e 4 meses de idade. Já o reforço deve ser feito, preferencialmente, aos 12 meses, podendo ser estender até os 4 anos.

Hepatite A
Agora ela será administrada em dose única aos 15 meses de idade. Antes era dada a primeira dose aos 12 meses, com reforço depois de seis meses. Essa mudança foi tomada porque o Ministério da Saúde quer diminuir o número de vacinas injetáveis dadas, assim como o desconforto provocado por ela. Quanto à eficiência do medicamento, o ministério afirma que não será comprometida.

Meningocócica C
Ela combate a meningite causada pelo meningococo C, e o reforço, que antes era dado aos 15 meses deverá ser feito quando o bebê completar 1 aninho, podendo se estender até os 4 anos. Em relação às primeiras doses, elas continuam como antes: aos 3 e 5 meses.

ADOLESCENTES E ADULTOS

HPV
A vacina contra o Papiloma Vírus Humano agora terá apenas duas doses em vez de três. Elas vão continuar  sendo aplicadas em meninas de 9 a 3 anos, com a segunda dose feita seis meses após a primeira. A substituição está amparada em estudos que mostraram que duas doses têm respostas equivalentes às três doses, que foram dadas em mulheres de 15 a 25 anos.

Hepatite B
Ela passou por uma das principais mudanças: a partir de agora a vacina será ampliada à população, independentemente da idade ou das condições de vulnerabilidade. Um dos motivos para a mudança é o aumento da expectativa e qualidade de vida dos idosos, que também estão mais ativos sexualmente, daí o risco de adquirirem mais DSTs.

Fontes consultadas: Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Infectologia

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