Seu filho tem asma? Conheça quatro mitos sobre a doença

 

asma criança

O diagnóstico de asma assusta, é verdade. Mas, muito do que se fala sobre o problema não é verdade.  Para que você consiga ter dias um pouco mais tranquilos, pedimos à pediatra, alergista e imunologista Fátima Rodrigues Fernandes, do Instituto PENSI, do Hospital Sabará, que esclarecesse a questão. Já de cara, vale lembrar que a definição para a asma é: doença crônica caracterizada por uma inflamação dos brônquios. E os principais sintomas são a tosse, a dificuldade de respirar, o cansaço e o chiado no peito, a dificuldade para mamar e de fazer atividades físicas.

Vamos aos mitos:

Crianças com asma devem evitar gelado e permanecer sempre bem agasalhadas:  Não, elas não precisam viver numa bolha! Elas devem (e precisam) levar uma vida normal, sem restrições. Os cuidados com as roupas adequadas deve ser o mesmo tanto para crianças que têm a doença quanto para as que não têm.

Bombinhas fazem mal para o coração: Os medicamentos por via inalatória são mais indicados para o correto tratamento da doença, já que agem diretamente nos pulmões, tendo menos efeitos colaterais do que outros tipos de medicamentos. Mas, claro, eles devem ser usados da forma como o médico ensinou.

As bombinhas viciam: A medicação via inalatória bem orientada não causa qualquer dependência física ou psicológica.

Asmáticos não podem praticar esportes: Mentira! As atividades são grandes aliadas do tratamento, pois melhoram o condicionamento físico. Se o seu filho já for grandinho o suficiente, converse com o pediatra e veja quais atividades são as mais indicadas.

Em tempo: o exame para diagnóstico da asma é simples, feito principalmente pelos dados da história clínica e exame físico. Em crianças maiores de cinco anos, a prova de função pulmonar pode complementar o diagnóstico.  É muito importante determinar as causas da asma para definir medidas preventivas eficazes. “Nas crianças, a maioria dos casos tem um fundo alérgico e isso pode ser esclarecido por meio de alguns testes na pele ou no sangue”, diz a pediatra.

 

 

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